ainda em organização, mas este é um blog para atividades acadêmicas, como ensaios, resultados de pesquisas, seminários, congressos, palestras e coisas afins, alunos, defesas, discussões de temas relacionados à literatura e o que mais surgir
segunda-feira, 9 de abril de 2012
V seminário nacional de história da literatura
já estão abertas as inscrições para o V seminário nacional de história da literatura; de hoje até 30 de abril é só acessar a página www.senalit.furg.br e conhecer a programação e os convidados, as normas para apresentação de trabalhos, fichas de inscrições, e tudo o mais. o seminário vai acontecer durante os dias 15, 16 e 17 de maio, na universidade federal do rio grande. trata-se de evento bianual promovido pelo programa de pós-graduação em letras - história da literatura, da furg. vale conferir!
Memória, imaginário e movimento
[este ensaio está publicado em: BERND, Zilá. (org). Dicionário das mobilidades culturais: percursos americanos. Porto Alegre: Literalis, 2010]
Resumo : A memória, tal como é pensada pela objetividade
científica da Sociologia e da Psicanálise,
não consegue abarcar as muitas possibilidades significativas para construções de imagens brotadas da memória
individual, que os textos literários, em especial a lírica sobre a infância e
as autobiografias, apresentam. Para que se torne possível a articulação entre
memória e movimento, este ensaio pretende ser construído buscando outra razão,
a razão do imaginário, tal como a propõe Gilberto Durand. Tendo, portanto, a
Filosofia do Imaginário como base argumentativa, as propostas de leituras serão
encaminhadas a partir dos conceitos de devaneio, de sonho, de memória, de
infância de Gaston Bachelard, desenvolvidos em seus estudos relativos aos
elementos cosmogônicos na formação de uma “imagem material”, com especial
enfoque para A poética do devaneio,
tomando como exemplo de tais processos alguns poemas retirados de Poesia e sua autobiografia Segredos de infância, de Augusto Meyer.
Para discorrer sobre a memória, cuja essência é a imagem que se movimenta, preciso
usá-la no momento em que a penso. Como um círculo ininterrupto de
relações paradoxais entre realidade e ficção, através do qual a memória salta e
exerce seu poder articulador de inteligibilidade, eu me encontro em uma espécie
de gozo e sofrimento para redigir tudo aquilo que me acorre e socorre na minha
memória sobre a Memória. Tratá-la em seu aspecto sinestésico, através do qual os conteúdos do passado possam emigrar para o presente do ser devaneante, pressupõe considerá-la nas relações intrínsecas do trinômio: memória, imaginário e movimento.
O tema é
bastante amplo e complexo. Em verdade, trata-se de um problema filosófico ainda
sem respostas definitivas. Como eu vou entrar nessa discussão? A partir de que ponto posso explorar o que
preciso explorar? Em suma, que caminho devo tomar? Sei, apenas, que conheço a memória, pois dela me utilizo em
várias situações cotidianas, ritualísticas, profissionais. Por outro lado, pergunto-me se a entendo em
suas particularidades, em suas divisões epistêmicas, em seus atributos
neurotransmissores, etc. Hoje em dia se
fala muito em memória! Há receitas alimentares para mantê-la, há também
discussões calorosas sobre as doenças demenciais, uma das quais se caracteriza
pela perda da memória. e há a memória na literatura.
Creio, então, que o melhor é
organizar meus pensamentos.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
banca de dissertação
no momento estou lendo a dissertação da mestranda miliana mariano da silva, orientada pela profa. dra. maria de fátima cruvinel, do programa de pós-graduação em letras e lingüística da universidade federal de goiás. a dissertação se intitula "memória escolar e literatura", sobre as representações da escola em "infância", de graciliano, "doidinho", de zé lins, "boitempo", de drummond, e "vintém de cobre" de cora coralina. a defesa está marcada para o dia 10 de abril, em goiânia, bela cidade do interiorzão do brasil.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
[Projeto para estágio de pós-doutoramento em andamento]
O LABIRINTO E O LAGO NAS ALTURAS
(LEITURAS DE POESIA – FERNANDO PESSOA E
AUGUSTO MEYER)
1.1 ANTECEDENTES
Desde meu curso de Mestrado em Literatura
Brasileira[1],
passando pelo doutoramento na mesma área[2],
ambos cursos realizados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tenho
desenvolvido trabalho de investigação sobre as manifestações literárias
inseridas na etiqueta “literatura íntima”. Após esse período de formação
acadêmica, continuei minhas pesquisas relativas ao gênero autobiográfico
através de orientações na graduação, com alunos bolsistas pibic-cnpq, bem como
no curso de mestrado História da Literatura, FURG, com meus orientandos. Os
resultados têm sido utilizados nas aulas ministradas especialmente na
pós-graduação; as publicações que tenho feito igualmente têm seguido esse
caminho[3].
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